El Chavo del Ocho (Chaves no
Brasil) é uma famosa comédia de televisão mexicana exibida originalmente entre
20 de junho de 1971 e janeiro de 1992.[1] A série foi criada e estrelada pelo
dramaturgo
Roberto Gómez Bolaños, ele também produziu a série ao
lado de Enrique Segoviano, nos estúdios da rede de televisão
mexicana Televisa. Foi exibido atualmente no Brasil
pelo SBT, emissora que o transmite até os dias de
hoje.
O programa começou em 1969, depois que seu protagonista, Chaves, apareceu junto com outra personagem, a Chiquinha, em um curta-metragem durante outro programa de televisão popular no México.A princípio se dirigia a um público maduro, mas se mostrou extremamente bem-sucedido entre as crianças mexicanas, e então decidiu-se "redirecionar" o programa ao público infantil. O nome "El Chavo del Ocho" é uma referência à emissora de TV que o produzia, a Televisa, cujo canal era o 8.
Roberto Gómez Bolaños, o Chespirito, foi o criador principal e a estrela do programa. Chamou Florinda Meza García para atuar no programa; Chespirito e Meza iniciaram um relacionamento em 1978 (que dura até hoje). Edgar Vivar foi o segundo ator a entrar para o programa. Chespirito contratou Ramón Valdés porque o havia conhecido há muitos anos; Valdés, irmão de Tin-Tan e tio de Cristian Castro, havia feito vários filmes que viu. Rubén Aguirre foi conduzido ao posto de "professor" no programa. Aguirre e Chespirito trabalharam juntos por anos. Carlos Villagrán era somente um fotógrafo amigo de Aguirre e foi a uma festa feita por ele. Villagrán deu um passo para a comédia ao inflar suas bochechas além do normal, e Aguirre contou a Bolaños sobre o talento oculto de seu amigo. Villagrán foi contratado rapidamente para o programa. María Antonieta de las Nieves era uma atriz que só havia usado a voz para anúncios da Televisa. Ao ouvir sua voz, Bolaños pensou que era perfeita para o programa. Os últimos a unirem-se ao programa foram Angelines Fernández, uma antiga atriz de telenovelas, e Horacio Gómez Bolaños, o irmão de Chespirito que nunca antes havía considerado a atuação; originalmente só ia supervisionar o programa.

O programa foi tão popular em outras partes da América Latina e entre as pessoas que falavam espanhol nos Estados Unidos, que em países como Peru, outros programas onde apareciam os atores de Chaves começaram a ser transmitidos. Na Argentina, Rubén Aguirre fez muito sucesso interpretando seu personagem em um circo, e em Porto Rico, muitas das frases de Chaves se converteram em parte do diálogo cotidiano. Nos Estados Unidos, o programa ainda é transmitido pela Galavisión.
- Novas temporadas de Chaves seriam adquiridas pelo SBT mais adiante. No entanto, não obtiveram o mesmo sucesso das primeiras. Uma das prováveis teorias para o fato diz que a causa está relacionada aos dubladores antigos do seriado. O dublador do personagem Chaves, Marcelo Gastaldi, faleceu em 1995. Ele, junto ao dublador de Quico, Nelson Machado, seriam responsáveis parciais pelo sucesso do seriado mexicano no Brasil, pois, como tradutores do seriado, buscaram sempre preservar o sentido e o humor das piadas originais. Além disso, de maneira original, teriam conseguido traduzir com fidelidade a maior parte das músicas compostas por Chespirito. Também transformaram a História do México em História do Brasil nos episódios de escola.
- O programa chegou a ser retirado da programação do SBT no ano de 2003 após 19 anos no ar, mas em apenas um mês logo voltou, devido em parte ao grande número de fãs, e com uma novidade: o retorno de alguns episódios não exibidos desde 1992.

Em 2003, Chaves foi vendido em VHS e a revista TV y Novelas começou a oferecê-los como parte de seus pacotes de assinatura. Em 2005 foi lançado pela Imagem Filmes o DVD O Melhor do Chaves, que contou com cinco episódios em dublagem original da Maga. No mesmo ano, a Amazonas Filmes lançou o primeiro de uma série de boxes de DVDs. São três DVDs por caixa, sendo sempre um para Chaves, outro para Chapolin e mais um para Chespirito. Os episódios, em sua maioria inéditos, foram dublados pelo Estúdio Gábia e contou com o apoio do Fã-Clube Chespirito Brasil na adaptação dos textos. Até o momento, oito boxes já foram lançados. Atualmente os episódios estão sendo reprisados nas emissoras de televisão brasileiras SBT e Ulbra TV.

Reprises
Desde sua chegada ao Brasil, o seriado vinha sendo reprisado até que episódios novos apareceram em 1988. Em 1990 e 1992, os últimos lotes de episódios foram comprados pelo SBT, no entanto, somente episódios até a fase entre 1979 e 1980 foram exibidos. Alguns foram exibidos apenas uma vez e/ou deixaram de ser exibidos e são chamados de episódios perdidos. Discute-se muito no que se refere às fitas terem se perdido ou reutilizadas. Existem duas teorias principais para explicar esse fato:
- A primeira é que, quando os episódios chegaram ao Brasil, vinham aos pedaços, obrigando a equipe de dubladores e editores que prepararam a série para o Brasil a montar todos os episódios. Ao final das montagens, sobravam partes de episódios e, inclusive, vinhetas de propagandas, que foram também dubladas. Foram exibidas em alguns especiais do SBT, dando a impressão de que a emissora possui esses episódios. Este detalhe também explica porque episódios como "O festival da boa vizinhança", "A venda da vila" e "Um astro cai na vila" que ainda podem ser assistidos, estão incompletos, faltando para os dois primeiros a última parte, e para o último, a primeira parte. Também é considerável o episódio "O cãozinho do Quico", composto de três partes, teve sua dublagem inicial substituída por outra, em que a terceira parte já não era mais anunciada. Entretanto, no último dia 14 de fevereiro de 2008, às 05:30, o SBT exibiu essa terceira parte, até então nunca exibida na emissora, mas lançada em DVD pela Imagem Filmes com dublagem original e exibido de modo aparentemente ilegal pela Ulbra TV.
- A segunda explicação é mais hipotética: quando o programa foi
produzido no México, foi usada uma tecnologia de edição muito
antiga: efeitos de sobreposição de imagens primitivo, áudio
separado em cartucho e filme de baixa qualidade. Alguns episódios
que deixaram de ser exibidos, devem ter tido problemas, como
defeito no cartucho de áudio da dublagem (para isso, alguns
episódios tiveram de ser redublados), ou mesmo danificações no
filme (em alguns, a imagem danificada é substituída por outra do
mesmo episódio, ou, muito raramente, de outros).
Influência
Detentora do recorde de tempo no ar desde a sua criação, que soma mais de três décadas,[3] é reprisada exaustivamente em vários canais da América Latina e conta com uma legião fiel de fãs que, graças ao caráter familiar do seriado, vão do telespectador médio , que se diverte só com as cenas de queda e bolo na cara, à audiência cult, apreciadora dos diálogos e que cresceu assistindo ao programa. Um dos traços mais interessantes na série inteira é o fato dos personagens, incluindo os infantis, serem representados por adultos.
No Brasil
No Brasil, a história do seriado começa com o nascimento da TVS, que depois viria a se chamar Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), a emissora de Sílvio Santos. Sem muitos recursos na época para preencher a grade de horários, Sílvio optou pela parceria com a televisão mexicana. Importar atrações como telenovelas, séries e filmes do México era barato e trazia bons resultados. Eis que chegava um lote de novelas da Televisa que foram dubladas pela Maga, em parceria com o SBT. Todo o lote foi dublado, e Chaves, então desconhecido, veio junto, num lote de aproximadamente oitenta episódios, que foram dublados e apresentados ao dono do SBT. A atração tinha reprovação dos homens de confiança de Sílvio. Contudo, ele contrariou sua equipe e exibiu o seriado como teste no programa do palhaço Bozo, em 1984, alternando com o seriado Chapolin Colorado. A série se tornou um sucesso, tendo por vezes a maior audiência do SBT segundo o IBOPE, conseguindo vencer por várias vezes a Rede Globo. A partir de 1988 começou a ser exibido em horário nobre. Seu maior pico de audiência foi de 36 pontos, em 1990

Outras emissoras
A partir de 2006, as emissoras de televisão Ulbra TV e TV Litoral também começaram a exibir Chaves, o que causou duas polêmicas entre os fãs da série. A primeira é que provavelmente as duas emissoras não têm os direitos autorais de exibição, pois o único a ter no Brasil é o SBT, e a segunda polêmica é que os episódios exibidos em ambas emissoras não são os mesmos que o SBT exibe, e sim os episódios dos DVDs vendidos pela Amazonas Filmes. Além disso, as emissoras exibem em grande parte episódios até então sem conhecimento de exibição pelo SBT.

Disputas judiciais
Chespirito estabeleceu batalhas legais com os antigos atores de Chaves para evitar que usem os personagens do programa sem o seu consentimento. Essa é uma das razões pelas quais Villagrán utiliza o nome "Kiko", já que Chespirito tem direitos autorais apenas por "Quico". Também já usou o nome de Frederico, em um seriado solo.
Em 2002, Bolaños tentou mover uma ação judicial contra a atriz María Antonieta de las Nieves, pedindo o cancelamento da licença que a atriz tinha para fazer uso da imagem da personagem Chiquinha. A atriz, após o fim do programa, ainda encarnava a personagem no circo e no teatro. Quando a atriz recebeu a ação das mãos do oficial de Justiça, tomou um susto tão grande que teve um princípio de infarto e foi internada às pressas.
Depois que teve alta, María Antonieta entrou com um recurso e ganhou a causa, e continua fazendo uso da imagem de sua personagem. No entanto, esse incidente acabou afetando sua relação com Bolaños, pois ela nunca o perdoou por isso, e nunca mais os dois se falaram. Isso explica a ausência da personagem Chiquinha (Chilindrina) na versão animada do seriado.

Elenco e personagens
| Ator | Personagem |
| Roberto Gómez Bolaños | Chaves |
| Ramón Valdés | Seu Madruga |
| Florinda Meza | Dona Florinda Pópis |
| María Antonieta de las Nieves | Chiquinha Dona Neves |
| Carlos Villagrán | Quico |
| Edgar Vivar | Sr. Barriga Nhonho |
| Rubén Aguirre | Prof. Girafales |
| Angelines Fernández | Bruxa do 71 (Dona Clotilde) |
| Raúl Padilla | Jaiminho |
| Rosita Bouchot Ana Lilian de la Macorra Verónica Fernández |
Patty |
| Horacio Gómez Bolaños | Godinez |
| Olivia Leiva Regina Torné Maribel Fernández |
Glória |
| José Luis Amaro | Policial |
| Abraham Stavans | Freguês do Restaurante |
| Ricardo de Pascual | Seu Furtado Garçom do Restaurante Carequinha que compra a vila |
| María Luisa Alcalá | Malicha |
| Marta Zabaleta | Elizabeth |
| Ángel Roldan | Cândida |
| Janet Arceo | Dona Edwiges |
| Germán Robles | Seu Madróga |
| Pablo Rodríguez | Higino |
| Angélica María | Iara |

Dubladores
- Chaves - Marcelo Gastaldi, dublador original); Sérgio Moreno (para o programa Chespirito, na CNT), Cassiano Ricardo (para o programa Clube do Chaves, no SBT) e Tatá Guarnieri (para os DVDs)
- Chiquinha - Sandra Mara Azevedo e Cecília Lemes
- Quico - Nelson Machado
- Seu Madruga - Carlos Seidl
- Dona Florinda- Marta Volpiani
- Professor Girafales - Potiguara Lopes, Osmiro Campos e Sidney Lilla na CNT
- Senhor Barriga - Mário Vilela (dublador original), Ivo Roberto, Gilberto Baroli (para os DVDs)
- Bruxa do 71 - Helena Samara
- Nhonho - Mário Vilela, Ivo Roberto (Chespirito), César Leitão (Clube do Chaves) e Gustavo Berriel (para os DVDs)
- Godinez - Sílton Cardoso, Élcio Sodré, José Parisi Júnior (Chespirito), Welington Moura (Chespirito), Mário Lúcio de Freitas (Clube do Chaves) e Alexandre Marconatto (para os DVDs)
- Seu Furtado - Luís Carlos de Moraes
- Dona Neves - Sandra Mara Azevedo e Cecília Lemes
- Jaiminho, o Carteiro - Older Cazarré, Eleu Salvador, Mário Vilela (Chespirito), Jorge Alex (Clube do Chaves), Gustavo Berriel (para os DVDs)
- Hector Bonilla - Luís Carlos de Moraes
- Seu Madruga - Luís Carlos de Moraes
- Seu Calvillo - Potiguara Lopes
- Malicha - Sandra Mara Azevedo
- Patty - Cecília Lemes (nas primeiras dublagens) e Leda Figueró (na série original)
- Glória - Sandra Campos e Tânia Gaidarji (para os DVDs da Amazonas Filmes)
- Policial: Olney Cazarré
- Locutora do concurso de Miss Universo - Neusa Azevedo
- Locutor de futebol em O Curto-Circuito - Orlando Viggiani
Do elenco de dublagem brasileiro de Chaves, alguns já morreram: Marcelo Gastaldi, Potiguara Lopes, Older Cazarré, César Leitão, Olney Cazarré, Mário Vilela, Sandra Campos, Eleu Salvador e Helena Samara.
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